Em tempos de recuo dos valores humanistas, aqui presto a minha homenagem a Afonso Lopes Vieira.
Os pobres ninhos
Os passarinhos
Tão engraçados
Não fazem ninhos,
Estão assustados.
Pois os filhinhos
Não querem ter,
Enfezadinhos
Por não comer.
No bico trazem
Pequeno grão;
Logo lho tiram
Para a nação.
E assim não têm
Os seus infantes,
Tão chilreantes,
Ao pé da mãe.
E os pobres ninhos,
Tão engraçados,
Nos azevinhos,
Vão ser taxados.
No sobressalto
Da roubalheira,
Sonhemos alto,
Lendo Vieira!