Bocas de escárnio,
de insensatez,
mil palavras
de som soez;
bocas que mentem
sem pudor,
que vomitam ódio
e renegam o amor.
Bocas que mostram
insanidade,
que desconhecem
senso e bondade;
bocas que gritam
só a maldade
e dão má fama
à liberdade.
Bocas sem freio,
sem contenção,
que ferem palavras,
ferem o coração;
bocas que julgam,
sem compaixão,
e fazem do ódio
a sua razão.
Mas onde estão
as bocas de paz,
as que dizem a verdade
e sabem o que ela traz?
Onde estão as palavras
de siso e razão,
as que fazem do mundo
um lugar mais irmão?
Onde estão?
Onde é que estão?
Poesias do baú, outubro de 2012